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Missa festiva comemora ano jubilar de Padre Adilson e Dom Murilo

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Vinte nove padres e cinco bispos participaram da missa festiva de Jubileu de Ouro de sacerdócio do atual arcebispo de Salvador, o brusquense Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger e do professor, doutor em Filosofia e vigário da Paróquia, padre Adilson José Colombi, natural de Botuverá. A celebração foi realizada na noite de ontem, 12 de dezembro, na Igreja Matriz São Luís Gonzaga. 
“Nos sentimos muito honrados por acolher esses jubilares que são partes da  história da nossa paróquia e da nossa cidade. Com alegria acolhemos os bispos que vieram celebrar conosco, os padres da Congregação e da Arquidiocese de Florianópolis, onde Dom Murilo foi bispo também. É bonito olhar o testemunho desses homens, 50 anos trabalhando na missão da Igreja. Eles evangelizaram em lugares e setores diferentes, atuaram em atividades importantes da vida da Igreja. Ver os frutos do ministério, bem como o entusiasmo deles em continuarem perseverantes, fiéis no caminho da evangelização, para nós é motivo de festa, de alegria e de gratidão a Deus”, afirma o pároco da Paróquia São Luís Gonzaga, padre Diomar Romaniv.
O arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, concelebrou a missa festiva e falou sobre sentimentos que têm pelos dois religiosos jubilares. “Dom Murilo foi meu reitor, formador e substituto na Diocese. Padre Adilson foi meu professor e, mais tarde, eu o substitui no trabalho em Varginha (MG). Para mim, são duas referências pela determinação em viver com coerência, em querer se aprofundar e buscar aquilo que a vida cristã tem de mais realizador. Hoje, a missa é uma exultação de alegria por tudo que Deus realizou através deles”, detalha o arcebispo. 

Os jubilares
Foi no dia 7 de dezembro de 1969, em celebração na Igreja Matriz São Luís Gonzaga que, pelas mãos do arcebispo Dom Afonso  Niehues, os jovens Adilson e Murilo foram ordenados padres. Desde então, eles percorreram caminhos diferentes, mas sempre fiéis à vocação escolhida. 
“Na antiga comunidade judaica, a cada 50 anos soava o shofar, um instrumento musical feito do chifre do carneiro, que anunciava a chegada de um ano jubilar. Era um tempo de recomeço, de descansar a terra para o início de um novo tempo. Assim deve ser a celebração jubilar de hoje: um momento de revisão e de renovação. Um ano de nova consciência sobre o dom recebido de Deus, que se concretizou há 50 anos”, destaca Dom Murilo. 
Recentemente ele teve acesso a uma entrevista que concedeu ao jornal da cidade por ocasião de sua ordenação sacerdotal. Mesmo passadas cinco décadas, o arcebispo garante que as convicções que alimentavam seus sonhos ainda estão presentes em sua vida. “O sacerdote é alguém que deve anunciar no mundo a esperança”, avalia. 
Para Dom Murilo, este marco é de gratidão e de recordar tantas graças recebidas. Ele destaca a família e os amigos, a congregação Sagrado Coração de Jesus e as lições aprendidas através do sacerdócio. “Cresci em uma família católica, meus pais me ensinaram o que é a fé, me ensinaram a amar a Deus e a manifestar meu amor aos outros. Cresci entre nove irmãos sem imaginar que aquela experiência já era uma graça. Sem dúvida foi no ambiente familiar que nasceu a minha vocação”, pontua. 
Padre Adilson também recordou sobre o dia da ordenação, quando contou uma parábola, repetida na celebração de ontem. Conta o sacerdote que, certa vez, uma família recebeu convidados em casa. Mas morava ali um menino espirituoso, cujas interferências impediam a conversa entre os adultos. O pai teve uma ideia: recortou uma velha imagem do mapa mundi e deu ao menino para que pudesse brincar como um quebra-cabeça. Imaginou que por bastante tempo a criança estaria entretida na tarefa. No entanto, em poucos minutos o rapazote encerrou a tarefa, para espanto do pai. Ele usou como base a imagem de uma pessoa que havia atrás do mapa mundi e facilmente cumpriu o enigma. “De fato, ao longo desses 50 anos, sempre quis aprender sobre a condição humana. Este foi o tema da minha tese. Da mesma forma, tive oportunidade de trabalhar com a juventude, com os movimentos familiares. Por isso, agradeço a Deus o dom da vida. Sou o 10º em uma família com 11 filhos. Sou um privilegiado. Se tivesse nascido em um tempo diferente, eu não existiria. Quem é que tem 11 filhos hoje? Minha família é uma loteria que recebi gratuitamente de Deus. Depois, veio a família paroquial e as comunidades que me acolheram, ajudaram e corrigiram. Sou grato por construir uma vida que merece ser vivida, com conteúdo e consistência”, explica padre Adilson. 
O interesse do religioso pela condição humana se acentuou no ensino da Filosofia e Teologia. Em Varginha, ao lado de um grupo de professores com convicções diferentes, foi possível se aprofundar nesta reflexão, que tanto foi e continua sendo válida para o serviço em comunidade. “A contribuição é uma forma de agradecer a Deus pela família que eu tive a graça de receber. Tento ajudar os outros a criar também um ambiente familiar que vale à pena de ser vivido”, ressalta. 

 
 
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